Lisboa
Vão eléctricos rugindo na rua
E no Tejo sulca o cacilheiro
Pelas mãos duras do marinheiro
Que a Lisboa chama de sua
Pombos pousam doidos no Rossio
Onde se apregoa a lotaria
No ar impregnado a maresia
Que vem subindo desde o rio
Lisboa dos casais de namorados
Que já pelo mundo têm fama
Trocando olhares em chama
Que inspiram a novos fados
Saindo dos acordes enamorados
Das velhas guitarras de Alfama
Paulo César
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